RISCOS DA ATIVIDADE FLORESTAL
A recente conscientização para as questões ambientais, a modernização da legislação e o fortalecimento atual da respectiva fiscalização, sem dúvida alguma trazem grandes empecilhos à utilização da madeira proveniente de espécies nativas. E num futuro próximo essa perspectiva certamente se agravará de forma significativa. Todavia, esse cenário também trará novas oportunidades, principalmente para o plantio de espécies que venham a substituir o uso das chamadas madeiras nobres, consumidas em todo mundo. Atualmente já existem algumas iniciativas que visam atender esse nicho de mercado,como os cultivos das espécies Guanandí (Calophyllum brasiliensis), Paricá (Schizolobium amazonicum) e Teca (Tectona grandis).
Atualmente, o Brasil dispõe de aproximadamente de 143,2 mil hectares plantados com essas três espécies. O Paricá , por apresentar uma madeira leve de coloração clara, é muito apreciado para a fabricação de laminados e compensados especiais. Já o Guanandi tem uso potencial na indústria moveleira e naval. Mas na atualidade a vedete dessas espécies é a Teca, fato este devido principalmente aos altos preços que essa madeira pode alcançar no mercado internacional. Estima-se que existam cerca de 6,0 milhões de hectares de Teca no mundo, 5,5 milhões na Ásia.Um dos principais problemas dessas novas oportunidades de investimento é a deficiência da mensuração do risco envolvido com a atividade ao investimento realizado.
Especificamente em relação à atividade florestal, a análise de risco é fundamental e apresenta alto grau de dificuldade devido ao tempo de maturação do empreendimento. Um modelo para avaliação de riscos de investimentos florestais, seja ele com espécies convencionais (Pinus e Eucalyptus) ou com espécies que configuram novas oportunidades de negócio, contempla variáveis como Produtividade, Custos de Implantação, Preços de Mercado, dentre outras. Análise de risco desenvolvida pela Silviconsult mostra que investimentos em plantios de Eucalyptus no Brasil é a oportunidade de negócio que apresenta o menor risco (0,78), em uma escala que vai de 0 a 4; seguida da cultura do Pinus, com um risco médio de 0,83. O cultivo de Teca apresenta um risco mediano, da ordem de 1,13. O Paricá e o Guanandi configuram-se como as alternativas de maior risco, respectivamente, 1,61 e 1,93. Fonte: Alex Sandro Nogueira, Consultor da área de negócios florestais da Silviconsult.
Fonte: Rede SBS