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Jornal Valor Econômico destaca Manejo Florestal Sustentável praticado em Mato Grosso

A edição deste final de semana do jornal aponta os benefícios ambientais e econômicos gerados pela atividade, que emprega cerca de 90 mil pessoas

Reportagem publicada na edição de sábado, domingo e segunda-feira (22, 23 e 24) do jornal Valor Econômico destaca a liderança do estado de Mato Grosso na produção de madeira nativa, legal, certificada e rastreável, com o Manejo Florestal Sustentável, bem como os benefícios ambientais e econômicos gerados pela atividade.

Assinada pelo jornalista Rafael Walendorff – que esteve no município de Alta Floresta para conhecer locais de manejo -, a reportagem aponta que o segmento “é o principal motor da economia de 44 municípios do norte mato-grossense”, ocupando 4,7 milhões de hectares em 2021 e empregando cerca de 90 mil pessoas.

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A publicação explica que o Manejo Florestal Sustentável consiste na retirada de árvores nativas maduras da mata. O corte é planejado e previamente aprovado pelos órgãos ambientais, que monitoram as áreas por meio de satélite.

Conforme estabelecido no Código Florestal, 80% de uma propriedade rural localizada na Amazônia constitui reserva legal e, por isso, precisa ser conservada. Nessa área é feito o Manejo Florestal Sustentável, as árvores são identificadas e marcadas e somente podem ser retiradas 30 metros cúbicos por hectare, o equivalente a oito árvores (com mais de 50cm de diâmetro) em uma área equivalente a um campo de futebol.

“No MFS, o trabalho segue um detalhado plano de manejo, feito por engenheiros florestais e submetido à aprovação e o controle da Secretaria de Meio ambiente do Estado […] As Áreas de Preservação Permanente (APP) não são exploradas e o impacto ambiental é limitado”, explica o jornalista, em trecho da reportagem.

Após mapeamento da área, são devidamente identificadas com uma placa de metal as árvores que serão manejadas, as que ficarão como “porta sementes” – para garantir a perpetuação de espécies e o nascimento de novas plantas -, as que ainda não atingiram ponto de extração e as que correm risco de extinção e, por isso, não podem ser cortadas.

“Depois de manejada, a área é isolada e fica em ‘pousio’ por 25 anos para regeneração e crescimento da vegetação nativa. A árvore madura, considerada um ‘estoque de carbono’ em sua biomassa, abre espaço para o nascimento de, em média, três novas plantas, com entrada de luminosidade na mata”, esclarece a publicação.

O presidente do Sindicato dos Madeireiros do Extremo Norte de Mato Grosso (Simenorte-MT) e do Fórum Nacional das Atividades de Base Florestal (FNBF), Frank Rogieri, afirma que o Manejo Florestal Sustentável é a melhor e mais eficaz ferramenta que o Brasil possui atualmente de conservação de floresta em pé.

“Ao mesmo tempo em que protege e conserva, gera e distribui renda e melhora a qualidade de vida das pessoas da floresta”, declarou ao periódico.

A secretária de estado de Meio Ambiente de Mato Grosso, Mauren Lazzaretti, também ouvida pelo jornalista, reforça a importância da atividade para manutenção das reservas legais e pontuou as ações realizadas pelo governo do estado para fortalecer a cadeia produtiva sustentável e lícita.

“O estado tem investido em melhorias da rastreabilidade como estratégia para eliminar madeira ilegal, e vamos lançar em 2022 dois projetos importantes para fortalecer a cadeira produtiva sustentável e lícita”, anunciou.

A reportagem detalha ainda as normas do Plano de Manejo Florestal Sustentável (PMFS) que garantem legalidade e rastreabilidade da madeira retirada pelo segmento e os resultados econômicos positivos registrados durante a pandemia.

Confira aqui a íntegra da matéria.