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Frank Rogieri de Souza Almeida Presidente FNBFEm reunião com o Fórum Nacional das Atividades de Base Florestal, o vice-presidente da República destacou a importância da atividade para o desenvolvimento e preservação da região amazônica

O vice-presidente da República e chefe do Conselho da Amazônia, Hamilton Mourão, afirmou nesta quinta-feira (27) que os planos de manejo florestal surgem como uma alternativa de utilização sustentável da floresta. A fala abriu a reunião virtual do Fórum Nacional das Atividades de Base Florestal (FNBF) realizada para apresentar o programa Floresta + e debater sobre as políticas públicas voltadas para o desenvolvimento das regiões de floresta, sobretudo a Amazônia Legal.

Intermediado pelo presidente do FNBF, Frank Rogieri de Souza Almeida, o encontro reuniu agentes públicos, empresário e produtores florestais para falar sobre as alternativas existentes e em discussão para viabilizar atividades sustentáveis nas florestas. O secretário da Amazônia e Serviços Ambientais do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Joaquim Álvaro Pereira Leite apresentou o programa Floresta +, plataforma elaborada pelo governo que deverá regulamentar as atividades nas regiões florestais e o mercado de serviços de ambientais.

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“Estamos buscando formalizar as atividades, o uso da terra e a conservação reestruturando este mercado para que as pessoas que vivem nessas regiões possam receber pelos serviços prestados”, afirmou Joaquim Pereira Leite. Ainda segundo ele, não adianta empresários e banqueiros defenderem a preservação da Amazônia e cobrarem juros altos para financiar projetos sustentáveis na floresta.

Outro convidado foi o diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Valdir Colatto, que falou sobre implantação da análise dinamizada do Cadastro Ambienta Rural (CAR), regularização fundiária e indenização a proprietários de terras transformadas em unidades de conservação.

Na oportunidade, Colatto defendeu a adoção do CAR federal por todas as unidades da federação e disse que a plataforma é ágil e eficiente, com ferramentas de georreferenciamento para analisar os cadastros já feitos pelos produtores rurais e, assim, dar prosseguimento na implementação dos dispositivos do Código Florestal Brasileiro. A diretora do SFB Jayne Cubas também participou do encontro apresentado os detalhes técnicos do projeto.

O presidente do FNBF, Frank Rogieri de Souza Almeida, destacou a importância da aproximação das entidades com o setor e, principalmente, com a pessoas que vivem na região Amazônica e pediu atenção especial para os projetos que viabilizem o trabalho de quem depende da floresta. “Este foi um primeiro passo e vamos manter este trabalho criando agendas para os Estados e em prol do desenvolvimento sustentável do setor. Temos muito a contribuir com preservação da floresta ao mesmo tempo que mantemos atividades econômicas para geração de empregos e renda para as pessoas”.

ATIVIDADE SUSTENTÁVEL – Responsável pela movimentação de 3% do PIB brasileiro, o setor de base florestal exportou o equivalente a US$ 277 milhões em madeira nativa em 2019, sem considerar a exportação dos produtos provenientes de floresta plantada. Apesar do número expressivo, o setor ainda possui um grande potencial de crescimento, isso porque o país detém 40% das florestas tropicais do mundo, mas produz apenas 10% da madeira nativa e a participação no mercado internacional de madeira nativa é de 2%.

A madeira oriunda de florestas naturais, por meio dos planos de manejo sustentável, é a principal fonte de arrecadação de recursos e de criação e manutenção de empregos em muitos municípios da Região Amazônica. A atividade é importante para o desenvolvimento econômico e social da população local e também se tornou essencial do ponto de vista ambiental uma vez que contribui para a renovação da floresta ao mesmo tempo que facilita a fiscalização pelos órgãos responsáveis.

Neste cenário, o Fórum Nacional das Atividades de Base Florestal (FNBF) foi criado em 1999 com o objetivo de representar todo o setor relacionado à atividade florestal perante o governo federal, entidades e sociedade de uma forma geral buscando sempre o devido reconhecimento e desenvolvimento do setor. Tem como missão identificar e discutir questões relevantes que contribuam para o desenvolvimento econômico, social e ambiental do setor de floresta brasileiro.

Atualmente, fazem parte 25 entidades do Amazonas, Acre, Mato Grosso, Pará, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Rondônia e Roraima. Estas entidades, juntas, congregam mais de 3.500 empresas associadas.