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Tecnologia verde e controle em prol do meio ambiente

Cadeia produtiva florestal brasileira é celebrada durante Casa Cor Brasília 2019

 

Durante a noite da última quarta-feira, 19 de setembro, autoridades e convidados participaram de evento “Sustentabilidade da Cadeia Produtiva Florestal do Brasil” realizado pelo Fórum Nacional das Atividades de Base Florestal (FNFB), na Casa Cor Brasília. Na ocasião, um estande totalmente construído com madeira nativa de manejo sustentável da Amazônia foi a grande estrela da noite.

 

O Fórum Nacional das Atividades de Base Florestal (FNBF) congrega 24 entidades sediadas em diversos estados que, juntas, possuem mais de três mil e quinhentas empresas associadas, sendo a entidade representativa de todo o Setor de Base Florestal Brasileiro.

 

Ao longo da noite, o estande construído de madeira 100% nativa oriunda de Manejo Florestal Sustentável recebeu intensa visitação dos participantes do evento e dos visitantes da mostra de decoração. Concebido pelos arquitetos Roberto Lecomte e Sheila Beatriz e realizado pelo Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso – CIPEM, membro do FNBF, o “Terraço Amazônia CIPEM” visou demonstrar a variedade de produtos, composições e beleza das espécies tropicais brasileiras. O projeto pode ser visitado até o dia 22 de outubro, conforme programação da Casa Cor 2019.

 

Com a premissa de liderar pelo exemplo, o FNBF ressalta que toda a madeira utilizada na construção do estande possui Guia Florestal e Nota Fiscal, garantindo a origem legal da madeira e demonstrando a efetividade do sistema de rastreabilidade brasileiro.

 

Rafael Mason, presidente do CIPEM, salientou a importância da ação afirmativa. “Nós viemos mostrar para a sociedade brasileira que é possível trabalhar com a floresta, se for bem manejada. Valorizando as espécies, comprando madeira de origem legal, com controle dos órgãos ambientais você mantém a floresta e a conserva para o futuro. Queremos mostrar que temos a maior floresta do mundo e precisamos mantê-la em pé, a única forma de fazer isso é estabelecer uma cadeia sustentável para todos que habitam e convivem com ela”, afirma.

 

Em meio a um cenário político complicado, especialmente em decorrência da falta de informação, o evento cumpre um importante papel de interlocução entre a política pública executada na ponta, ou seja exatamente onde reside as atividades e a sociedade que, por meio de ações promocionais como o estande, conseguem compreender de forma mais clara os efeitos e impactos da legislação aplicada e a importância do setor produtivo para a economia do país.

 

Para o consultor da IDH Consultoria, Rui Ribeiro, se a gente não fizer manejo florestal, não há preservação. “Se a floresta não gerar recursos ela não ficará em pé. Precisamos trazer para as comunidades que vivem perto e por meio da floresta, geração de emprego e renda. Hoje, o Brasil produz 33 milhões de metros cúbicos de madeira e só exporta 600 mil, é um mercado em franco crescimento. Quem acaba suprindo o mercado europeu e a Ásia, quando temos muito mais regulação e controle do produto brasileiro, um dos melhores do mundo”, comenta o engenheiro florestal.

 

Participaram do evento representantes das embaixadas do exterior no Brasil, parlamentares e autoridades do governo na busca por desmistificar a imagem da madeira nativa da Amazônia perante o mundo.

 

Dentre as presenças registradas estavam Brigadeiro. Eduardo Camerini, Secretário de Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente, presidente do Conselho Nacional de Agricultura, Rodrigo Justus, Lilian Ferreira, Secretária Adjunta do Licenciamento e Recursos Hídricos da Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Mato Grosso, a Senadora Soraya Thronicke, Rui Ribeiro, da IDH Consultoria, Rafael Mason Presidente do Cipem e membro do conselho diretor do FNFB, João Adrien, representante do Ministério da Agricultura e Pecuária, Paulo Carneiro, Diretor de Concessão Florestal e Monitoramento e a Diretora de Cadastro e Fomento Florestal Jaine Aryéli, ambos do Serviço Florestal Brasileiro, Andre Hassem, presidente do Instituto de Meio Ambiente do Acre, dentre outros.

 

“Independente do cenário em que o Brasil se encontra atualmente, o FNBF como entidade representativa do setor que defende o Manejo Florestal Sustentável, não pode e não irá se omitir,  uma vez que além de gerar riquezas ao país, esta atividade é o único meio de se manter as florestas em pé”,  disse Geraldo Bento, presidente do Fórum Nacional.

 

“O setor produtivo é um importante aliado da política pública ambiental brasileira, vim prestigiar o evento que faz um uso sustentável de nossos recursos naturais e colaboram para a economia do país. A ilegalidade é que faz mal ao meio ambiente. Este evento serve para mostrar a forma correta de se fazer as coisas. É preciso que a gente entenda que a floresta é riqueza para todos, seja na preservação de sua biodiversidade, seja na geração de ativos econômicos”, celebra o Brigadeiro Eduardo Camerini, Secretário de Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente.

 

O evento é marco que determina a era 4.0 do setor de base florestal. Durante a noite foram pautados assuntos como, Sustentabilidade da floresta nativa no Brasil, Sistemas de controle que gerenciam a atividade madeireira, Órgãos de gestão ambiental, Cadeia de custódia da madeira, Rastreabilidade dos produtos florestais e Legalidade do mercado florestal brasileiro.

 

 

Madeira Sustentável

 

A prática do manejo Florestal sustentável assegura o equilíbrio do ecossistema além de movimentar a economia, por meio da comercialização de produtos e serviços. De forma prática, este modelo prevê a retirada de 4 a 6 árvores com diâmetro a partir de 50 centímetros em uma área do tamanho de um campo de futebol. Após a colheita, a área onde houve a retirada é mantida em regeneração por 25 a 30 anos. Após a colheita, quase 90% da mata continua intocada, garantindo a manutenção da floresta em pé, bem como a estruturação de uma cadeia socioeconômica sustentável.

 

Toda a madeira retirada é rastreável, ou seja, passa por um estrito controle por meio dos órgãos ambientais que segue ao longo da cadeia de processamento até a comercialização final. Este modelo confere segurança aos compradores e também à proteção do ambiente.

 

Para Paulo Carneiro, Diretor de Concessão Florestal e Monitoramento do Serviço Florestal Brasileiro, o manejo sustentável é uma importantíssima ferramenta e respeita o funcionamento da ecologia da floresta. “É uma atividade de baixo impacto. Retirando poucas árvores por hectare e combinando com os ciclos de corte, é possível ver que a floresta mantém sua estrutura e os serviços ambientais que ela presta” comenta Carneiro.